Maternagem

Sobre gerar um(a) filho(a)

O verbo GERAR, entre seus significados, é “dar existência a”.

Quantos filhos nascidos que insistimos em dizer que existem, mas para quem?

Quantos destes nós dizemos que reconhecemos sua vida, mas cadê a dignidade?

Quantos estão excluídos da sociedade que somos, mas sem previsão da mudança desse status?

Nascidos que (sobre)vivem
Abrigados que choram
Esquecidos que perambulam

São as nossas crianças, o nosso anúncio, o nosso futuro que não queremos assumir.

Gerar um(a) filho(a) traz responsabilidade ímpar. Não sou responsável somente por quem eu pari. Eu sou responsável, enquanto cidadã estável financeiramente e emocionalmente, por aquelas crianças e adolescentes que esperam uma família. Entre direitos e privilégios, é preciso enxergar e ir além.

O que você faz por quem você fecha os olhos?

Pedagoga, mãe de 3 meninas e apaixonada confessa por linhas, canetas e papéis. Inquieta por natureza, nunca parei — apenas mudei de rota quando precisei. Carrego rótulos que não me definem, mas me movem. Escrevo como vivo: com intensidade, coragem e sem querer silenciar o que sinto.

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