Maternagem,  Poesia

Quando tornamo-nos mãe?

Quando é que abraçamos essa nova condição?
Se é quando os filhos nascem, o que acontece quando nascem sem vida?
Se é quando geramos, o que acontece quando estão conosco poucas semanas, poucos meses?
O que faremos depois de sua partida?

Quando é que entendemos a nossa posição?
Onde a ausência é sentida e impossível de ser substituída.
Onde o cansaço não permite continuarmos alheias a esse tempo presente vivemos.
O que tornamo-nos depois dos filhos?

Quando é que nos vemos nessa missão?
Talvez acariciando a barriga que cresce e fazendo planos sobre a rotina..
Talvez nas visitas após a ligação que fala da criança disponível…
O que sentimos quando abraçamos os nossos nas primeiras vezes?

A mulher torna-se mãe num processo breve e longo,
um sentimento de estar e ser,
uma caminhada infinita e derradeira,
uma estrada que só segue em frente.

A verdade talvez seja essa:
a mulher torna-se mãe quando ela dá a luz a uma nova versão de si!

Pedagoga, mãe de 3 meninas e apaixonada confessa por linhas, canetas e papéis. Inquieta por natureza, nunca parei — apenas mudei de rota quando precisei. Carrego rótulos que não me definem, mas me movem. Escrevo como vivo: com intensidade, coragem e sem querer silenciar o que sinto.

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